O PRIMEIRO POST OFICIAL: Bratz, memória e a impermanência das redes

Já tive um sem-números de blogs/sites na vida. O primeiro site que idealizei, e minha tia começou a programar, se propunha a ser um diário coletivo – mas separado – em que eu escreveria em uma área só minha e minhas amigas em suas respectivas áreas. Lembro direitinho da divisão entre cabeçalho, barra lateral de menu e corpo do site, da imagem das Bratz que escolhi para ilustrar e do plano de fundo rosa choque. Esse nem chegou a ir pro ar. Já tive blog chamado “Rascunho Um”, “É só vontade de escrever”, “Explícito Um” (o que será que tinha nele, ein? rs), “Pasta Virtual Anita”, “Ameixas: ame-as ou deixe-as”, “Yogini” (kkk meu deus), “Anita-florrr” (em homenagem a como minha mama linda me chama), “aanitaseria” e alguns outros perdidos pela websfera. O que todos eles tinham em comum? Eram todos privados, não divulgados, só para mim. Sempre foi algo meu, isso de querer escrever e guardar, registrar… essa coisa com a memória. Quando era criança tinha uma caderneta telefônica da Hello Kitty em que tinha escrito o meu próprio nome seguido de “(eu)” – dizia que era pra, caso eu perdesse a memória, eu saber que a Anita era eu. Eu quero lembrar de tudo, a todo tempo. Criança também, nos anos 2000, tinha até um caderninho de sites – olha que coisa engraçada: era um caderninho, com “www._________” impresso por todas as páginas, para registro de sites favoritos de uma pessoa (ou uma casa – antigamente essas coisas tinham um caráter mais coletivo, né?). Haha, uma mistura de digital com analógico interessante…

Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que queria registrar tudo, a todo tempo, tive momentos em que queria “recomeçar do zero”, então, ia lá, apagava o blog do momento e começava um novo. Isso acontecia também com redes sociais, já tive várias contas do Facebook, do Twitter, do Instagram. O que, no final das contas, me fez perder uma série de registros legais – que arrependimento!!! Mal sabia aquela Anitinha que não existe “do zero”, que ela é uma junção de tudo que já foi e fez, seja “cringe” ou não, rs. 

Entããão, para homenagear a Anitinha doidinha que morria de medo de perder a memória e, também, para ir contra o monopólio de conteúdo das redes sociais que imperam hoje em dia (além da não-transparência, impermanência e volatilidade de todas elas – papo para outro post), começo um projeto pra vida: o SAITEZINHO, lugar onde além de guardar as minhas produções textuais e etc, vou criar um Acervo com esse tanto de coisa que eu vou encontrando de legal na internet (de memes à tutoriais de costura). E, dessa vez, o objetivo é mantê-lo (o saitezinho com o acervo) até morrer (se até lá tiver como fazer post-lifetime-plan, quem sabe não permaneça no ar mesmo depois, né? rs). 

OBS.: Ah, o acervo, usando Tainacan, vai em homenagem a essa Anita que adora organizar, sistematizar, catalogar, as coisas.
OBS.2: Vão ter postagens retroativas (dessas outras várias fontes de conteúdo que eu já tive ao longo da vida) sim! rs

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