De Quatro

[comentário sobre o livro “De Quatro”, de Miranda July, que fiz no Skoob]

No início da leitura já disse, precipitadamente, a uma amiga que provavelmente seria a minha melhor leitura de 2024.
Li em algum lugar, em algum momento, que a maioria das pessoas gosta de se identificar com personagens das obras que fruem. Obviamente não faço parte da minoria em que isso não se aplica. E me identificar com uma mulher de 45 anos, com um filho, em um longo casamento, talvez tenha me deixado preocupada, rs. Principalmente nas partes em que ela externalizava suas angústias, seus conflitos internos, suas neuroses – minha sogra, que é psicanalista, já me disse que eu sou histérica (de maneira não agressiva – sério), quem sou eu pra dizer que não? Bem eu, que me conheço mais que qualquer pessoa. Me sinto preocupada demais, somatizo mesmo, sou neurótica com certeza. A personagem principal do livro também.
Mas o ponto alto do livro, com certeza, é o período em que a protagonista se hospeda em um hotelzinho beira de estrada e decide fazer uma reforma no quarto em que se hospeda – no maior estilo do programa norte-americano “Extreme Makeover”. Que que foi aquilo? Os momentos com aquele boy: a parte do absorvente interno??? Meu deus! Divino! Maravilhoso!!!
Depois desse ponto alto, rola mais um ponto alto com a sapatona véia, mas, na minha opinião o livro começa a cair. Mas é como o declínio daquele hormônio, do qual me esqueci o nome, na menopausa, né? É simples e inegavelmente a vida…
Bom, talvez valha uma segunda leitura daqui a uns anos para eu conseguir decidir se o livro vale 4 ou 5 estrelas.