nove foi o número de vezes que gritei na sua cara enquanto um ônibus se aproximava. uma vez ele segurou minha cabeça com uma mão e tapou minha boca com a outra — se fosse hoje eu teria mordido. mas quem me garante que na terceira vez isso não pudesse se transformar na cena de um crime? chovia e tentamos mais de oito vezes nos escutar, mas o tempo não ajudava. na quarta vez tentei me lembrar de como ele costumava dançar: zero. tinha me esquecido completamente. oito vezes e nada. no dia 7 de junho parti.
