quando comecei a fazer análise (com uma psicanalista – a melhor que já tive na vida! – que seguia a linha Lacaniana), uns oito (:O) anos atrás, entendi que gostava de nomear as coisas, pois aquilo me dava a certeza de que eu já tinha refletido tanto sobre a questão, elaborado tanto, a ponto de conseguir dar um nome para aquela situação, aquele sentimento, para aquilo. e aquilo me confortava.
hoje? nossa, hoje me encontro em situação de barril por pensar demais, elaborar demais, nomear demais!!!!! é tanta cabeça cabeça cabeça, que eu esqueço que tenho corpo. racionalizo tudo, sinto muito pouco. às vezes, parece até que sou uma cabeça gigante ambulante, ou várias cabecinhas empilhadas formando um corpo.
e aí já sabe, né, quando o foco é a cabeça, o corpo fica pra trás. e corpo pra trás é saúde de menos, é corpo desvitalizado, fragilizado, deixando a cabeça mais doida ainda…
difícil demais, viu?
meu padrinho me indicou terapias que focam em integrar o corpo e a mente, da linha Neo-Reichiana (???), Bioenergética (???) e Morfoanálise (???), me recomendou, também, atividades físicas com regularidade, dança, ou seja, coisas que pensem mexam (com) o corpo. vou dar uma pesquisada e procurar indicações.
