o álbum de hoje, confesso, escolhi pela capa. fui ver os álbuns da rainha das sapatão, Cássia Eller, e objetifiquei ela sim: escolhi a capa em que achei ela mais sexy. nossa, se uma mulher dessa batesse na minha porta…
julguei o livro disco pela capa e me ferrei: achei fraco – quase ruim. e olha que amo a diva, já escutei incontáveis vezes no trajeto Ribeirão Preto > São Paulo, no carro com a minha mama.
hoje ouvi um álbum do Tim Maia, de mesmo nome, de 1972. não fiquei obcecada como fiquei pelo do Bowie ontem, hehe. achei bom, mas nada fora da curva, e tenho uma coisa a dizer: o homi sofreu por amor, viu, nu! esse sofreu!
antes da pandemia, eu ouvia música todos os dias. na caixinha de som, nos fones de ouvido, pra cozinhar, faxinar, no ônibus, em casa… a música sempre foi muito presente na minha criação: minha mãe sempre ouviu muita música, de Beatles à Rio Maracatu, em alto e bom som (literalmente, ela sempre teve boas caixas de som – nos últimos dez anos (?), um sistema de som que pega a sala, copa, escritório, que tem como ajustar os graves e etc, nem entendo direito e sempre tenho que pedir a ajuda dela quando vou mexer, hehe).
e eu agradeço minha mãe toda vez que penso nisso: nas referências musicais (e culturais e estéticas) que ela me proporcionou! se eu não fosse filha de Sumi, eu não seria metade do que sou!
mas voltemos ao assunto: da minha infância, até a chegada da pandemia eu conseguia, com muita facilidade/naturalidade, parar para ouvir música. hoje não. e tenho quase certeza que isso tem a ver com o advento dos podcasts, com esse vício em estar sempre consumindo um conteúdo. porque se dispor a ouvir música para mim, hoje em dia, é se dispor a ficar um tempo sem consumir um conteúdo, sem distrair a cabeça com informações, é se dispor a entrar quase que em um estado de meditação – e convenhamos: na era do conteúdo, da informação, dos estímulos, isso é muito difícil (quase tão difícil quanto viver o ócio – esse assunto fica para uma próxima postagem).
porém, eu estou querendo tanto voltar a ouvir música, voltar a ter a música como parte do meu dia-a-dia. todas as vezes que o Diogo coloca música no som de casa, algum álbum do Itamar, liga na Rádio UFMG, ou algum álbum que eu não conheço no Spotify, eu lembro o quanto ouvir música é bom, o quanto cantar é gostoso, o quanto me faz bem. mas reincorporar isso à minha rotina, não tem sido fácil… e pensando nisso que eu tive a ideia de tentar ouvir um álbum, desconhecido ou não, por dia, ouvir o álbum inteirinho em sua ordem original. vai ser bom! vai ser legal!
e o primeiro álbum do projeto foi o até então desconhecido “Hunky Dory”, do David Bowie, artista tão popular, mas que nunca parei para ouvir muito. e, nossa, fiquei apaixonada, álbum bom demais!!! umas duas músicas eu já tinha ouvido por aí, mas o resto não e amei!
não tinha em meu “imaginário musical” que David Bowie teria umas musiquinhas mais tranquilas, algo mais pro folk. na real, sei lá que que eu pensava quando lembrava do Bowie, só me vinha ele com aquele raio na testa kkk, nenhuma música em especial… mas to amando, viu, já to ouvindo o álbum pela terceira vez, hehe.
ontem fui ao show de dez anos do álbum “Anelis e os Amigos Imaginários”, de Anelis Assumpção, e me lembrei de um fato curioso: há dez anos, eu estava indo no show da turnê de lançamento desse álbum – como o tempo voa! quem me levou a esse show foi minha mãe, eu conhecia mais ou menos o Itamar, mas não fazia ideia de como era a música de Anelis. cheguei e fiquei na frente do palco hipnotizada pela diva – meio boquiaberta, apreciando a presença, a música, o clima.
no show de ontem achamos, eu e meu companheiro, Anelis um pouco pokas idéia (bem diferente do primeiro show), tanto que nem boa noite a diva deu, e entre uma música e outra uma mineira abusada gritou “boa noite!”, haha. mas, né, todo mundo tem os seus dias, né, rs.
as minhas faixas favoritas do álbum são: Eu Gosto Assim, Mau Juízo e Inconcluso – mas, na real, eu amo todas (e confesso que ouvi/ouço muito mais esse álbum do que os mais recentes).