Combatendo a Desinformação em Tempos de IA

 CURSO “COMBATENDO A DESINFORMAÇÃO EM TEMPOS DE IA” (ACADEMIA LUPA E KNIGHT CENTER):

Com Cristina Tardáguila e Raphael Kapa, da Agência Lupa.

MÓDULO 1:

– Termo “pós-verdade”: primeiro uso em 1992, pelo The Nation; depois em 2010, pelo David Roberts – um uso mais relacionado à mídia; em 2016, pelo dicionário Oxford, momento em que apelos à emoção e à crença importam mais que fatos objetivos para formar opinião pública.

– Visceral (ganhando do) X racional.

– Enganosamente simples > honestamente complexo.- Colapso das instituições.

– Demonização do Outro.

– “Eu quero acreditar no que eu quero acreditar”

– Parar de usar o termo “fake news”, pois não é uma news (notícia: que é apurada, checada, etc), isso descridibiliza o próprio jornalismo. É um substantivo/adjetivo, muitas das vezes, usado contra a mídia.

– O ecossistema da desinformação: sátira/paródia [o Sensacionalista, por ex.]; conteúdo enganoso, conteúdo impostor, conteúdo fabricado. Vai da falsa conexão (sem intenção), passa pelo falso contexto, até à manipulação do contexto (muito mal intencionado). 

– Misinformation: não é intencional, mas pode gerar danos, é o tio do zap. 
Malinformation: é intencional e prejudicial.
Disinformation: é a indústria da desinformação.

– Prebunking: é o antes, funciona como uma vacina, pra gente se proteger dessas informações enganosas. 

– Teoria da inoculação: você entra em contato com essas informações enganosas e treina o reconhecimento delas, fica praparado para refutar essas desinformações. O que desenvolve uma resistência a essas tentativas de persuasão.

– Site Innoculation Science.- Linguagem emocional, falsa dicotomia, bode expiatório (scapegoating), ad hominem [elas estão naquele livro ilustrado que adoro “O livro ilustrado dos maus argumentos” (Ali Almossawi)] são algumas das estratégias da desinformação.- Os 4 D’s da desinformação: descartar, distorcer, distrair (a famosa “cortina de fumaça”), desmoralizar.- O 5º D: dividir – alimentar rachas que podem ser politicamente interessantes e/ou lucrativas.- Fact-checking: vai além do prebunking, atenua, diminui, impacta positivamente para inibir a desinformação.- Fact-checking: sabemos quem disse, temos vídeo/áudio, conseguimos checar em fontes oficiais, é um processo de apuração jornalística. Com isso você consegue, às vezes, até melhorar um discurso público.Debunking: viralizações sem autoria, não sabemos de onde veio, é difícil ter acesso a um outro lado. Infelizmente é o que mais acontece dos três.
Verification: é difícil, também, ter acesso a um outro lado, é difícil saber de quem é a autoria, mas é um trabalho muito mais técnico, de análise de áudio e de vídeo.- Para começarmos a checar algo, é preciso metodologia, transparência e apartidarismo.- Internet Fact-checking Network (IFCN). [Abaixo, a metodologia da IFCN:]- Transparência na metodologia de trabalho, nas fontes de informação (qualquer pessoa deve ser capaz de fazer o mesmo caminho que você fez para chegar a aquela conclusão), nas formas de financiamento (não é uma checagem para beneficiar ou prejudicar x, y, z, é uma checagem que se importa com o público).- Política de correção pública e aplicada: checadores também podem errar, mas devem se retificar publicamente, de maneira satisfatória (não uma errata pequinininha).- Postura (!) apartidária.

– [A metodologia da Lupa:] 

– O que é checável: dados históricos; estatística; comparações ou afirmações (às vezes umas comparações são desproporcionais, se ligar nisso); legalidades.

– O que não é checável: opiniões (se não tem dado, é opinião); conceitos amplos (como violência, por exemplo, afinal, o que pode ser considerado violência, aonde); futuro/tendências.

– O checador é compromissado com o dado consolidado e não com estimativas. 

– Outras frentes de trabalho para combater a desinformação (além do prebunking e do fact-checking): educação e pesquisa aplicada (“Panorama da Desinformação” – Agência Lupa, por ex). [Um pouco sobre essa pesquisa abaixo:]

– No Brasil, hoje, a desinformação sobre o judiciário (principalmente sobre a Suprema Corte Brasileira) é maior do que a desinformação sobre Lula e Bolsonaro. 

– O WhatsApp, atualmente, é o maior vetor de desinformação. Cuidado com o Kwai. 

– Vídeo é o formato que mais cresce para espalhar desinformação.

– IA de 4% para 26% em 2 anos.

– Golpes digitais (20% das checagens).

– Lupa 60+.

– As metas narrativas não mudam, a desinformação é cíclica e previsível, logo, é possível se preparar.

– Colômbia: fraude, ataques a jornalistas com uso de IA.

– Costa Rica: IA e, também, os influenciadores digitais (falando de política (!)).

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– pós-verdade hoje;

– o ecossistema da desinformação;

– mis/mal/disinformation;

– teoria da inoculação (prebunking);

– algumas estratégias da desinformação;

– os 4 D’s;

– o 5º D;

– checagem de fatos (fact-checking) X debunking X verification;

– a metodologia da IFCN;

– a metodologia da Lupa.

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[relembrandinho:]

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[Anotações rápidas.

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Gatilhos/Perguntas.

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Resumo curto.]

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