Combatendo a Desinformação em Tempos de IA

CURSO “COMBATENDO A DESINFORMAÇÃO EM TEMPOS DE IA” (ACADEMIA LUPA E KNIGHT CENTER):

Com Cristina Tardáguila e Raphael Kapa, da Agência Lupa.

MÓDULO 4:

– Não é que os desinformadores querem que uma mentira pareça real, a intenção é outra: a intenção é confundir tanto o público a ponto de poder fazer com que algo real se passe como falso.

– A IA generativa hoje em dia é mais acessível $, o que pode vir a ser perigoso. É uma ameaça em escala. 

– O dividendo do mentiroso: quando figuras públicas alegam que evidências reais contra elas são deepfakes, o que gera uma desconfiança geral entre o público e enfraquece a coesão social.

– O nosso Tribunal Superior Eleitoral tem uma regulação de 2024 para o uso de IA nas eleições: a transparência é obrigatória, é preciso explicitar que foi usada IA para editar ou criar conteúdos eleitorais; há proibição absoluta do uso de deepfakes para favorecer ou prejudicar um candidato; há sanção máxima, risco de cassação, caso um candidato utilize essas táticas.

– Mídia sintética direcionada: ela é mais difundida (“principal vetor de desinformação”) por meio de aplicativos como o WhatsApp, pois a moderação desses ambientes é fraca (lá o checador não chega, né), há uma confiança no grupo (de WhatsApp mesmo) do qual você faz parte.

– As plataformas de redes sociais costumam remover sistematicamente os metadados dos conteúdos que são compartilhados [gennnnte, que sacanagem!!!: é proposital!!!]. Isso gera um obstáculo técnico, né, para a detecção desses conteúdos fakes, de onde veio e etc.

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– Tática 1: Pornografia e armamento de gênero > desmoralizar.

– T2: Manufatura do escândalo > desmoralizar e distrair.

– T3: O sequestro da autoridade > distorcer.

– T4: Sátiras, memes e a zona cinzenta > distrair.

– O verdadeiro impacto da IA: o principal problema do uso da IA nesses contextos não é fazer o falso parecer real, mas, sim, permitir que o real seja percebido/tratado como falso. 

– Políticos e juízes passaram a classificar montagens e edições amadoras como deepfakes, o que acabou esvaziando o termo e confundindo o sistema legal.

– IA e eleições de 2024: 

– EUA: telemarketing anti-voto; contas falsas de empresas.

– Europa: áudios com declarações falsas; anúncios falsos em redes sociais.

– Ásia: divulgação de pesquisas falsas; campanhas artificiais; mortos pedindo votos; candidato 100% virtual.

– DFRLab.

– Pesquisa Beatriz Farrugia [aonde mesmo?]: usaram como metodologia o rastreamento das palavras “deepfake” (e todas as suas variações) e “inteligência artificial” (idem) para terem acesso à postagens em que as pessoas estivessem discutindo se aquele conteúdo era gerado por inteligência artificial ou não ou se era deepfake ou não, e tentarem entender se aquele conteúdo era falso ou não. Surgiram conclusões interessantes: os internautas ainda não sabiam exatamente o que era uma deepfake (confusão entre o termo deepfake e fake news); vários casos chegavam à justiça eleitoral e a própria justiça não sabia analisar corretamente, pelo fato de eles não saberem exatamente a definição do que é deepfake (faltava a definição do conceito; “temos uma resolução, mas ainda temos várias interpretações”); deepfakes mais recorrentes naquele ano (2024, no Brasil): de cunho pornográfico para atacar candidatas mulheres (violência política de gênero); as que sugeriam crimes/má-conduta de algum candidato; simulando figuras públicas para promover ou atacar a candidatura; deepfakes de candidatos importantes (Lula e Bolsonara); deepfake espalhando informações como data de votação e número de candidato errados; satírica ou humorística.

– “No meio da semana de uma eleição municipal altamente polarizada, um arquivo de áudio “bombástico” viraliza no WhatsApp. Nele, a voz de um candidato muito conhecido aparece confessando um esquema de corrupção. O arquivo não possui metadados e a fonte original é desconhecida. Pensando como um investigador de desinformação, qual deve ser a primeira estratégia metodológica para analisar a suspeita de uma clonagem de voz (deepfake)? Focar na análise dos “sintomas” periféricos, como inconsistências na textura da voz, padrões artificiais de respiração, ruídos de fundo e o comportamento coordenado de distribuição.”

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– Dividendo do mentiroso?

– Táticas usadas no meio político?

– O principal problema da difusão do uso da IA?

– A questão da definição do conceito de deepfake.

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Combatendo a Desinformação em Tempos de IA

CURSO “COMBATENDO A DESINFORMAÇÃO EM TEMPOS DE IA” (ACADEMIA LUPA E KNIGHT CENTER):

Com Cristina Tardáguila e Raphael Kapa, da Agência Lupa.

MÓDULO 3:

– As três áreas onde sintéticos (conteúdos falsos criados por IA) mais aparecem e são checados: em contexto de política e eleições, em contexto de guerras e geopolítica e em contexto de fraudes e golpes.

– Em contexto de política e eleições: falas falsas de líderes, vídeos de campanha e manipulação de atos e multidões.

– Personalizar a IA que está usando pode ajudar no combate à desinformação – pois isso ajuda a ter um uso com a IA que seja responsável: “Seja claro, assertivo e conciso. Priorize informação verificada. Liste sempre suas fontes. Informe quando não tiver certeza de algo. Use o manual de jornalismo da empresa X”.

– Risk assessment? (Sugerir maneiras mais seguras de apresentar seu conteúdo)

– Prompt PACIF: Papel (Defina o papel que você deseja que a IA desempenhe); Ação (Direcione a ação desejada que você espera da IA); Contexto (Forneça informações e dados relevantes); Intenção (Declare sua intenção e direcione a resposta da IA para atender suas necessidades); Formato (Defina o formato da resposta desejada).

– Tem como criar agentes predefinidos no Gemini!- Uma política de uso de IA numa redação / num veículo de comunicação:

– Manus (usa fontes confiáveis e faz checagem em tempo real)!- Originality.ai.- Google Fact Check Explorer [xodózinho do pessoal da Lupa, rs]: indexa as checagens profissionais feitas pelos integrantes da IFCN (é como se fosse um Google de checagens – para você achar checagens já feitas).- AI is undermining OSINT’s core assumptions. Here’s how journalists should adapt – Reuters Institute: “Este artigo do Reuters Institute mostra como os modelos de linguagem (LLMs) podem ‘alucinar’ ao analisar imagens sintéticas, confirmando detalhes falsos como se fossem reais. O texto propõe uma mudança de mentalidade na investigação: Não basta achar as coordenadas no mapa; é preciso cruzar dados com fontes humanas, entender o contexto local e documentar cada passo da checagem para garantir a transparência. A leitura reforça que a tecnologia deve ser uma aliada para acelerar processos, mas o veredito final deve vir da combinação de transparência, contexto local e múltiplas fontes independentes.”

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– Onde os sintéticos mais aparecem?

– Em contexto político como os sintéticos são utilizados?

– Como usar a IA para combater a desinformação?

– Risk assessment?

– Prompt PACIF?

– “Se você pudesse criar um “assistente de IA” personalizado para o seu trabalho, qual seria a primeira tarefa repetitiva que você delegaria a ele? Como você faria isso? Quais limites você estabeleceria para esse “assistente” para garantir que a integridade da informação não fosse comprometida por uma possível “alucinação” da IA? Você já utiliza algum fluxo de trabalho (workflow) em que IA e humanos colaboram? Como tem sido essa experiência?”

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Combatendo a Desinformação em Tempos de IA

CURSO “COMBATENDO A DESINFORMAÇÃO EM TEMPOS DE IA” (ACADEMIA LUPA E KNIGHT CENTER):

Com Cristina Tardáguila e Raphael Kapa, da Agência Lupa.

MÓDULO 2:

– OSINT’s trabalham com dados abertos.

– Nem todo dado público é um dado aberto (pode ser reutilizado; está em formato aberto; o uso não requer autorização).

– Primeiro passo pra geolocalização é analisar a olho nu/humano mesmo: pistas ambientais (vegetação, topografia, clima, posição do sol); pistas humanas (arquitetura e estilo, idioma em placas e letreiros, marcas e logotipos, veículos (placas, modelos), infraestrutura (postes, fiação)).

– Ferramentas (imagem): Google Images (“Pesquise esta imagem usando o Google Lens”); Tineye; Yandex; Google Earth (Fronteiras marcadores, Lugares, Vias, Transporte público) > Google Street View.

– IA versus IA (imagem): Hive Moderation; Deep Find (AI Image Detector); Foto Forensics.

– Texto: Zero GPT; Just Done.

– Vídeo: InVID. [Lembrando que um vídeo é uma coleção de imagens, né, então dá pra tirar prints do vídeo e buscar como imagem.]

– Usar ChatGPT/Claude para extrair de documentos abertos os nomes principais, os verbos mais usados, quem é mais atacado, etc.

– OpenRefine (limpa e padroniza banco de dados).

– Gephi (cria gráficos com correlações).

– Kumu (cria rede de interlocução, pareciso do Gephi).

– MediaCloud: analisa cobertura jornalística, através de milhares de veículos de mídia, para identificar trends e quais estão sendo amplificadas.

– Hoaxy: acompanha como artigos e narrativas se difundem nas redes e gera mapas visuais mostrando as contas e sites que amplificaram essa história primeiro. 

– Voyant Tools: analisa coleções / artigos / discursos para identificar termos recorrentes e palavras-chaves em múltiplos documentos.

– Bancos de ferramentas de OSINT: Bellingcat’s Online Investigation Toolkit; Indicator’s OSINT Navigator (IA).- https://imagewhisperer.org/ [bom demais!!!]

– https://www.poynter.org/mediawise/misinformation-resilience-toolkit-libraries/how-do-you-stay-safe-online/

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– dados abertos;

– OSINT;

– geolocalização a olho nu/humano;

– ferramentas digitais de geolocalização;

– outras várias ferramentas digitais que ajudam na análise das informações;

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Combatendo a Desinformação em Tempos de IA

 CURSO “COMBATENDO A DESINFORMAÇÃO EM TEMPOS DE IA” (ACADEMIA LUPA E KNIGHT CENTER):

Com Cristina Tardáguila e Raphael Kapa, da Agência Lupa.

MÓDULO 1:

– Termo “pós-verdade”: primeiro uso em 1992, pelo The Nation; depois em 2010, pelo David Roberts – um uso mais relacionado à mídia; em 2016, pelo dicionário Oxford, momento em que apelos à emoção e à crença importam mais que fatos objetivos para formar opinião pública.

– Visceral (ganhando do) X racional.

– Enganosamente simples > honestamente complexo.- Colapso das instituições.

– Demonização do Outro.

– “Eu quero acreditar no que eu quero acreditar”

– Parar de usar o termo “fake news”, pois não é uma news (notícia: que é apurada, checada, etc), isso descridibiliza o próprio jornalismo. É um substantivo/adjetivo, muitas das vezes, usado contra a mídia.

– O ecossistema da desinformação: sátira/paródia [o Sensacionalista, por ex.]; conteúdo enganoso, conteúdo impostor, conteúdo fabricado. Vai da falsa conexão (sem intenção), passa pelo falso contexto, até à manipulação do contexto (muito mal intencionado). 

– Misinformation: não é intencional, mas pode gerar danos, é o tio do zap. 
Malinformation: é intencional e prejudicial.
Disinformation: é a indústria da desinformação.

– Prebunking: é o antes, funciona como uma vacina, pra gente se proteger dessas informações enganosas. 

– Teoria da inoculação: você entra em contato com essas informações enganosas e treina o reconhecimento delas, fica praparado para refutar essas desinformações. O que desenvolve uma resistência a essas tentativas de persuasão.

– Site Innoculation Science.- Linguagem emocional, falsa dicotomia, bode expiatório (scapegoating), ad hominem [elas estão naquele livro ilustrado que adoro “O livro ilustrado dos maus argumentos” (Ali Almossawi)] são algumas das estratégias da desinformação.- Os 4 D’s da desinformação: descartar, distorcer, distrair (a famosa “cortina de fumaça”), desmoralizar.- O 5º D: dividir – alimentar rachas que podem ser politicamente interessantes e/ou lucrativas.- Fact-checking: vai além do prebunking, atenua, diminui, impacta positivamente para inibir a desinformação.- Fact-checking: sabemos quem disse, temos vídeo/áudio, conseguimos checar em fontes oficiais, é um processo de apuração jornalística. Com isso você consegue, às vezes, até melhorar um discurso público.Debunking: viralizações sem autoria, não sabemos de onde veio, é difícil ter acesso a um outro lado. Infelizmente é o que mais acontece dos três.
Verification: é difícil, também, ter acesso a um outro lado, é difícil saber de quem é a autoria, mas é um trabalho muito mais técnico, de análise de áudio e de vídeo.- Para começarmos a checar algo, é preciso metodologia, transparência e apartidarismo.- Internet Fact-checking Network (IFCN). [Abaixo, a metodologia da IFCN:]- Transparência na metodologia de trabalho, nas fontes de informação (qualquer pessoa deve ser capaz de fazer o mesmo caminho que você fez para chegar a aquela conclusão), nas formas de financiamento (não é uma checagem para beneficiar ou prejudicar x, y, z, é uma checagem que se importa com o público).- Política de correção pública e aplicada: checadores também podem errar, mas devem se retificar publicamente, de maneira satisfatória (não uma errata pequinininha).- Postura (!) apartidária.

– [A metodologia da Lupa:] 

– O que é checável: dados históricos; estatística; comparações ou afirmações (às vezes umas comparações são desproporcionais, se ligar nisso); legalidades.

– O que não é checável: opiniões (se não tem dado, é opinião); conceitos amplos (como violência, por exemplo, afinal, o que pode ser considerado violência, aonde); futuro/tendências.

– O checador é compromissado com o dado consolidado e não com estimativas. 

– Outras frentes de trabalho para combater a desinformação (além do prebunking e do fact-checking): educação e pesquisa aplicada (“Panorama da Desinformação” – Agência Lupa, por ex). [Um pouco sobre essa pesquisa abaixo:]

– No Brasil, hoje, a desinformação sobre o judiciário (principalmente sobre a Suprema Corte Brasileira) é maior do que a desinformação sobre Lula e Bolsonaro. 

– O WhatsApp, atualmente, é o maior vetor de desinformação. Cuidado com o Kwai. 

– Vídeo é o formato que mais cresce para espalhar desinformação.

– IA de 4% para 26% em 2 anos.

– Golpes digitais (20% das checagens).

– Lupa 60+.

– As metas narrativas não mudam, a desinformação é cíclica e previsível, logo, é possível se preparar.

– Colômbia: fraude, ataques a jornalistas com uso de IA.

– Costa Rica: IA e, também, os influenciadores digitais (falando de política (!)).

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– pós-verdade hoje;

– o ecossistema da desinformação;

– mis/mal/disinformation;

– teoria da inoculação (prebunking);

– algumas estratégias da desinformação;

– os 4 D’s;

– o 5º D;

– checagem de fatos (fact-checking) X debunking X verification;

– a metodologia da IFCN;

– a metodologia da Lupa.

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[relembrandinho:]

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[Anotações rápidas.

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Gatilhos/Perguntas.

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Resumo curto.]

Contando Histórias em Áudio com a Rádio Novelo

CURSO “CONTANDO HISTÓRIAS EM ÁUDIO COM A RÁDIO NOVELO” (RÁDIO NOVELO E KNIGHT CENTER):

Com Paula Scarpin, Flora Thomson-DeVeaux, Bia Guimarães, Vitor Hugo Brandalise, Carolina Moraes, Evelin Argenta, Bárbara Rubira, Vinícius Luiz, Branca Vianna e Thayssa Rios (UOL). O timaço da Rádio Novelo <3.

Aprenderei (com os repórteres e produtores da Rádio Novelo) a: desenvolver uma pauta para podcast narrativo; aprofundar técnicas de pesquisa e apuração; organizar material para criar um roteiro pensado p/o ouvido.

MÓDULO INTRODUTÓRIO:

“Podcasts narrativos de não-ficção: um olhar sobre a produção brasileira” – Eduardo Vicente:

  • O narrador apresenta a história sem a “impessoalidade solene da voz de Deus”, nem a postura objetiva do repórter.
  • Relação: narrador/personagem <-> ouvintes.
  • Aproximação -> maior aprofundamento na investigação do caso.
  • Não é possível afirmar que a rádio brasileira foi a ponte p/os podcasts brasileiros, afinal na rádio bras. quase não haviam programas previamente gravados.
  • “Mamilos”; Ivan Mizanzuk; “Vozes: histórias e reflexões”; “O presidente da semana”.
  • “37 Graus”; Rádio Novelo; Grupo Globo; Grupo Folha; Trovão Mídia; Agência B9; Lab 37.
  • Slow journalism (investigação aprofundada, produção de roteiros e trilhas musicais originais, etc).
  • Podcasts de true crime que seguem mais uma tendência do mercado do que demandas sociais.
  • Assimetrias entre podcasters independentes e grandes produtoras (falta de premiações, incentivos, né).
  • Narrador inteligente e interessante -> desperta empatia -> função social assumida pelos podcasts narrativos de não ficção. Se torna um fator decisivo na mobilização da sociedade p/a superação de crises e reparação de injustiças.0

“O podcast narrativo brasileiro” entrevista de Fabio Silveira com Branca Vianna, Paula Scarpin, e Flora Thompson-Deveaux, no videocast Fala Wega:

  • “Tempo de pesquisa ilimitado”, “modo doutorado”, ou seja, Flora querendo dedicar 4 anos de pesquisa p/”Praia dos ossos”.
  • Podcasts: “Serial”, “Bear Brook”, “In the dark”.
  • Roteiristas foram indispensáveis p/o “praia dos ossos”!!! (Aurélio e Rafael); Truques dos roteiristas.
  • Curso de roteiro?
  • A obsessão do jornalista tem limite, rs, ainda mais em uma empresa como a Novelo, afinal eles tão exercendo um ofício, têm tempo e recursos limitados.
  • Histórias meio bizarras, mas não só, é uma história que vai além da bizarrice, tem um contexto histórico, social… são vários os elementos.
  • Podcasts: “The Retrievals”, “Wind of change”, “Who shat on the floor at my wedding?”, “Scriptnotes”.
  • Apegadas à apuração!!
  • “A gente gosta muito de leveza em assunto sério e muita seriedade em assunto bobo”.

MÓDULO 1:

Onde encontrar histórias?:

  • Jornais, acervos, pesquisas, livros.
  • “Repórter Eros: a história do jornalismo” – Valmir Costa.
  • Histórias que têm conexão com quem tá apurando.
  • Técnica de buscar no Google: (assunto que te interessa) + polêmica / escândalo / demissão / ilegal / paradoxo / conflito / problema.
  • Pensar em histórias que vão continuar sendo interessantes dali a 6 meses, 1 ano, 5 anos (o tempo de trabalho de um podcast é mais parecido com tempo de cinema, produção de documentário, do que com tempo de jornal, tv e portal – que tem outra agilidade).
  • Ouvir podcasts estrangeiros, ver documentários, ir a exposições, palestras, etc.
  • Fazer engenharia reversa de podcasts que a gente gosta.

Saber identificar uma história:

  • Uma boa história precisa de bons personagens, de uma boa dose de surpresa, de um conflito, uma tensão dramática.
  • Uma história que gere uma reflexão, que te leve para além dos fatos da história.
  • x + y
    x = tema
    y = motivo do interesse (motivo que pega uma anedota e transforma numa pauta)
  • 1) Quem são os personagens? Porque eles são importantes p/ contar essa história?
    2 ) O que essa história tem de surpreendente, de inesperado?
    3) Qual é o conflito principal que move essa narrativa? Porque a pessoa vai querer continuar ouvindo?
    4) Qual é a relevância dessa história além de ela ser só interessante? Qual é o motivo de ela ser contada? (camada reflexiva, potencial 2º andar)

Estudo de caso – Não no meu quintal:

  • Nesse episódio elas fazem caminho tema -> história -> apuração do contexto, e não história -> contexto -> tema.

Como fazer engenharia reversa de podcasts – Sarah Azoubel e Bia Guimarães:

  • Se objetivo é entender/aprender técnica de construção da narrativa e escrita / linguagem (estrutura do roteiro), vale transcrever trechos do podcast e fazer e fazer marcações e anotações para perceber melhor como o roteiro foi construído.
  • Duas fórmulas para conseguir bons episódios:-> Out on the wire – Jéssica Abel
  • tema =/= pauta; tópico =/= história
  • X = Tópico
    Y = Fator de interesse
    X + Y = História

    “Eu estou fazendo um episódio sobre X e o interesse sobre isso é Y!”

    “Eu estou fazendo um episódio (no caso, uma série) sobre o assassinato de Angela Diniz, e o interessante é que esse é só revela a maneira como o Brasil lida com feminicídios.”

    “Alguém faz / quer / precisa de algo porque [motivação], mas [obstáculo a superar]”

    “Ana inventa que Daft Punk fará um show em São Paulo porque quer ganhar likes nas redes sociais, mas a mentira acaba ganhando proporções que ela jamais imaginou!”

[- Palácio das Artes Assombrado por Maristella Tristão;- Galerias com nomes de mulheres artistas;- Sonhei que eu tinha muito medo (?) de decepcionar os homens da minha vida (?), os com quem eu ficava e tals, aí quando eu sabia que ia decepcioná-los eu ia lá e os matava.]

Sessão de conversa com Flora e Paula:

  • Não precisa de software p/ fazer a engenharia reversa, o negócio é ir ouvindo com atenção e fazendo anotações, ir estudando mesmo, imprimir a transcrição do episódio e ir fazendo comentários.
  • Leitura crítica das narrativas já existentes é um caminho quando a história que se quer contar já foi contada. Uma nova abordagem.
  • Um equilíbrio para contar a história de uma maneira interessante, p/ um especialista no assunto e ao mesmo tempo de uma maneira inteligível para quem nunca nem ouviu sobre o assunto.
  • “E aí?” quando essa indagação vem naturalmente é melhor, mas às vezes você tem que ir construindo essa curiosidade no roteiro.
  • Lógica do ensaio: conectando elementos!
  • Uma história com um incômodo, um conflito.
  • Uma pessoa faz a pré-entrevista, se for necessário a pré, e outra faz a entrevista em si. Ou já gravar a pré-entrevista p/ não perder essa emoção do 1º contato com a história.
  • Podcasts narrativos não ficcionais têm um tempo de produção longo, pois não estão brigando com os noticiários quentes.
  • Tem coisas que são cortadas do podcast em nome do ritmo da história! Tem que dar um bom recorte (do pequeno p/ o maior é bem mais fácil e possível do que do maior p/ o pequeno!).
  • É muito raro uma só pessoa conseguir fazer tudo de um podcast: achar pauta, apurar a pauta captar o áudio, editar o áudio, roteirizar, fazer desenho de som, fazer todo o trabalho de produto digital, distribuição, redes sociais.
  • Promoção cruzada (divulgar um podcast em outro podcast)?

MÓDULO 2:

Clipping e pesquisa:

  • Mapeamento multiplataforma (a gente vai precisar varrer tudo o que já foi dito sobre o assunto):
    1º: Plataforma Audiovisual (grandes reportagens de TV, vídeos brutos em arquivos de emissoras, vídeos no YouTube). O segredo é anotar o time code dos momentos chave desses materiais.
    2º: Bibliografia (livros, reportagens, tese acadêmica). São minas de ouro não só pelo conteúdo, mas pela bibliografia que o autor consultou.
    3º: Hemeroteca (jornais e revistas antigos). Mostra como aquele assunto era tratado na imprensa em determinado período. Possibilita uma análise de discurso da época. Hemeroteca digital brasileira (memoria.bn.gov.br). É ótimo para checar informações.
    4º: Documentos oficiais (atas de assembleias, atas de sessões do congresso, processos judiciais, relatórios de ONG).Organizar esse arquivo (todo esse material) vai te permitir cruzar essas informações.
  • Planilha mestra (uma entrada única p/ todo esse material), com tudo transcrito em forma de texto, com: tipo de conteúdo, personagem/relacionado, tempo in out; numeração trecho; trecho/transcrição; localização do arquivo (link do drive); localização da transcrição [idem] -> esse é um exemplo que contempla mais materiais de áudio. 
  • Planilha mestra:
    Resumo: 3 ou 4 linhas sobre, com o que esse material traz de novidade e porque ele é importante p/ a história.
    Tags.
    Página tempo in out.
  • Triangulação de informações: colocar lado a lado esse material, encontrar divergências, e é nesse conflito de informações que você encontra as perguntas certas para os seus futuros entrevistados.
  • Com essa triangulação você encontra coisas importantes como: fontes p/ entrevista, lacunas da história, a cronologia dos fatos.
  • Filme “Spotlight”.

Como achar fontes?:

  • Especialistas, pesquisadores, testemunhas, personagens!
  • Mostre, não conte! – Uma máxima do jornalismo em áudio.
  • Às vezes o personagem principal não é uma pessoa, mas um lugar.
  • O personagem tem que estar disposto a contar mais detalhes sobre a história, alguém que saiba contar essa história, que fale de uma forma que prenda o ouvinte (principalmente por ser em áudio).
  • [Pré-pesquisa e] Pré-entrevista para entender o contorno da história (em que momento de vida aquele personagem estava quando aquilo aconteceu; as motivações dele; o que ele pensa sobre o determinado evento… masss… tem a questão de deixar a “cereja do bolo” p/ a entrevista valendo gravando.
  • Quanto mais pessoas são ouvidas sobre um mesmo fato, quanto mais checada uma informação por vias diferentes, mais difícil fica de uma pessoa envolvida no caso (que quer manter o anonimato) ser responsabilizada pelo vazamento de informações!!! [UOOOU muito legal isso!!!!!]

Como fazer uma entrevista?:

  • Quando são pessoas comuns, você se prepara pelo tema, quando são especialistas, pessoas famosas, você estuda a trajetória da pessoa e tals.
  • Perguntas follow-up.
  • Em entrevista p/ podcast narrativo, você precisa colocar a pessoa na cena.
  • Quando Branca entrevista pessoas que já deram muitas entrevistas ela procura trazer algo diferente do que ela já falou em outras entrevistas.
  • A Branca geralmente vai com a pauta decorada na cabeça [a bicha é foda!].
  • A pauta da Branca: primeiro deixar a pessoa à vontade com perguntas mais básicas / simples /
  • descontraídas (que geralmente nem vão p/ o podcast); pauta muito mais longa do que preciso (com mais perguntas – nem todas as perguntas precisam ser feitas).
  • É possível completar uma entrevista com narração.
  • A pergunta deve ser curta, porque não importa o que você estudou, o que você sabe, mas o que o entrevistado vai falar!
  • Às vezes a gente tem que fazer pergunta que a gente já sabe a resposta, inclusive porque o que importa é a resposta que vem da pessoa – principalmente se tratando de entrevista de áudio.
  • Fazer o advogado do diabo!
  • Perguntas “meio doidas” para desestabilizar a pessoa (no caso de entrevistar um coach que já contou muito a própria história, por exemplo).
  • Entrevista em dupla com checagem ao vivo kkk [Branca e Flora entrevistando para o “Praia dos Ossos”] -> elas se falando pelo google docs [demais!].
  • Deixar o entrevistado ir falando o que ele quiser, p/ ele ir ficando à vontade. Depois fazer perguntas de checagens simples.
  • Pensar só na entrevista que cê tá fazendo, se manter muito concentrada.
  • Uma boa entrevista nesse caso é um exercício de respeito e paciência com o entrevistado.

Estudo de caso – Não no meu quintal” (pt. 2):

  • Gravar a pré-entrevista (com autorização) pode ser riquíssimo!
  • Anotar o que sai de mais forte numa entrevista na hora!

Sessão de conversa com Flora, Paula e Branca:

  • Pré-entrevista é um perigo. Se não tiver alguém para fazê-la para você, não faça (e se fizer, grave)! Para não perder o efeito “contando pela 1ª vez”!
  • Faça pré-entrevista só se for estritamente necessário!
  • Mandar perguntas antes da entrevista deixa a coisa muito ensaiada! Não é legal! Nem eticamente correto no jornalismo!
  • Manter a conversa mais espontânea o possível.
  • Deixar o gravador ligado antes da primeira pergunta e até depois da última perg.
  • Fazer a pessoa se soltar fazendo perguntas cada vez mais burrinhas é um truque da Branca. É útil ser boba em uma entrevista e Branca não tem o menor problema com parecer ser boba, porque no final das contas o que importa é o que é entregue para o ouvinte, para o público.
  • Um truque é falar “eu sei, mas eu quero que você me diga”, porque é preciso explicar para o ouvinte.
  • Quando não é de interesse público e uma pessoa entrevistada pede para você cortar algo, é sua obrigação cortar! (relação de confiança com o entrevistado).
  • Entrevistador na função de escuta, a pessoa no computador fazendo uma checagem, sugerindo uma outra pergunta (compartilhando a pauta pelo google docs, rs).
  • É bom avisar a pessoa entrevistada que a entrevista dela pode ser usada no episódio ou não.
  • Perguntas que não tem nada a ver com nada, p/tirar o entrevistador do trilho. Quem faz isso é uma entrevistadora gringa (?).
  • “O mundo por Philomena Cunk” série.

“Sobre perguntar e ouvir” – Sarah. A. e Bia G. (Cochicho):

  • Heloisa já usava espontaneamente a técnica de perguntar algo p/o entrevistado e se em algum momento ficar um silêncio desconfortável, deixar, para que a pessoa tente preenchê-lo e não ela!

[Masculinidades possíveis. Materiais: livro “Homens Justos” (Ivan Jab.), histórias e conversas pessoais.]

MÓDULO 3:

Os primeiros minutos:

  • A Rádio Novelo se inspira mais nas estruturas da literatura, do cinema documental, do cinema de ficção também, do que na hard news! – contar uma/conquistar pela boa história!
  • Lead (deixar informado mesmo quem só leu o primeiro parágrafo de um texto jornalístico ou quem só ouviu os primeiros minutinhos de uma notícia); Pirâmide invertida -> hard news.
  • “Nariz de cera”.
  • Uma experiência que informa ao mesmo tempo que entretém, traz um prazer estético.
  • Modos de começar:
    – Começar por um fato mais saboroso, uma espécie de teaser, para depois voltar pro começo da cronologia.
    – Plantar uma dúvida, um mistério.
    – Criar um estranhamento.
    – Antilead (fugir um pouquinho do assunto), causar um estranhamento, pegar o ouvinte de surpresa e fazer ele querer continuar ouvindo.

O arquipélago: 

  • Técnica que acaba com o bloqueio criativo e te obriga a pensar o roteiro a partir do áudio que você tem disponível.
  • “Select” (ou “log”): seleciona os melhores trechos de um áudio, um vídeo; separa em dois grupos: o que vai na “íntegra”, o áudio mesmo, que tá super bom e o que contém alguma informação que eu vou querer incluir na minha locução.
  • A ideia é não passar mais tempo fazendo essa peneira do áudio do que a duração do próprio áudio!
  • Os trechos selecionados são as ilhas do arquipélago.
  • Aí o negócio é transportar as transcrições desses trechos selecionados (de todas as gravações) p/ um documento.
  • “Centro de gravidade do áudio”: Quais são as cenas que estão contadas com maior riqueza de detalhes? Quais personagens se expressaram de maneira mais vívida? Quais são as partes que ficaram mais na sua cabeça? Você precisa estruturar o roteiro p/ valorizar isso ao máximo!
  • Deixar o ouvinte se acostumar um pouco com uma voz antes de mudar p/ outra.
  • Ter a cronologia de uma história é o melhor dos cenários.
  • “E aí?”: elemento (s) de suspense.
  • As pontes entre as ilhas do arquipélago são as frases da locução.

Uso criativo do áudio:

  • Camadas sonoras (elementos que compõem uma história em áudio) podem ser: voz do narrador, voz dos entrevistados, trilha sonora, efeitinho sonoro, paisagem sonora (entrevista in loco que traz um pouco a atmosfera da rua/lugar), áudio de arquivo (áudio de um filme, de uma fita gravada no passado).
  • Cuidado com os clichês! A não ser que você tenha um bom motivo pra abraçar o clichê e fazer esse uso quase teatral do áudio, confie um pouco mais na imaginação dos seus ouvintes.
  • Recursos sonoros.
  • A depender do caso, às vezes é legal já começar a pensar na edição de som no momento do roteiro.

Estudo de caso – Não no meu quintal (pt.3):

  • Reunião de pré-roteiro (você pode fazer uma espécie de reunião de pré-roteiro só contando, testando a história p/ algum amigo, vendo se a pessoa acha alguma coisa confusa, se tem alguma pergunta, aí você consegue sentir qual é a melhor sequencia p/ colocar as ações.)
  • Um roteiro não é um quebra-cabeça, é mais um lego, pois não existe peça certa, ele
  • pode ser do formato que você desejar.

“4 Passos para escrever um roteiro de podcast sem afundar o barco” (Cochicho):

  • A tática da peneira (select); divisão em blocos ou cenas; mapa do episódio.
  • Os roteiros passam por várias versões até chegar no pronto final!

“Roteiro de podcast narrativo: três modelos de produção” (Cochicho):

  • Linha cronológica;
  • Sanduíche: “a ideia aqui é pensar numa história concreta que servirá de âncora para digressões ou explicações que possam surgir. Um exemplo é o episódio “Um acidente de memória” no qual Bia usa uma história pessoal, de um acidente de carro, para navegar por estudos da psicologia que revelam como nossa memória funciona (e como ela pode nos enganar)”.
  • Roteiro em “e”:
  • Deixe o roteiro descansar (uma semana sem nem abrir o arquivo e só depois voltar) antes de dá-lo como concluído!!!

[Um podcast narrativo ficcional que simula um podcast narrativo não ficcional? Criar todo um cenário e vozes para histórias que não são reais e contá-las como se fossem reais, fruto de uma investigação mesmo! Lembrei do jornal ficcional “O Sensacionalista”, rs].

5 Dicas para melhorar o roteiro do seu podcast:

  • Escreva como você fala; preste atenção no que funciona p/o áudio; tenha alguém p/ revisar o seu texto; entenda o formato.

Sessão de conversa com Flora, Paula e Vitor Hugo Brandalise:

  • Escrever é um trabalho! São raras as vezes em que brota a inspiração e a escrita vem toda de uma vez.
  • Ep. do Vitor H. B. sobre a merenda, tubarão, etc.
  • Em média, 150-180 palavras por minuto.
  • Trint, Descypt -> ferramentas de transcrição.
  • É na organização da informação que acontecem os clicks para criar o roteiro do podcast narrativo.
  • Histórias dentro de informações; Informações dentro da história, do áudio, da entrevista.
  • O tanto de informação que cabe num podcast (áudio) é muito menor do que cabe num texto.
  • O drible narrativo! (?)
  • Justaposição que vem dos ensaios, das crônicas. Não fazer associações lógicas.
  • Sonoras (entevistado falando). Locução (narrador falando).

MÓDULO 4:

Escrever para ouvido:

  • Falar como se fala, escrever o roteiro como se fala, escrever em voz alta (como você fala)… masss…você mira na oralidade, mas é uma oralidade apoiada na escrita.
  • Ser generoso, compartilhar aquilo que você aprendeu.

A última moeda:

  • O significado maior da história: o que ela quer dizer além dela própria.
  • Geralmente a gente responde as perguntas que a gente se fez no começo do roteiro no terço final do roteiro.
  • A ideia é que o ouvinte termine de ouvir o episódio sentindo de que entendeu a nossa intenção com a história. Sensação de que valeu a pena, de que o caos foi planejado.

A última moeda – Juan Villoro: 

  • A ausência de um fechamento amarga a vida das pessoas. Ele fala que as histórias geralmente trazem as 99 moedas e nós, os autores, temos que encontrar a 100ª moeda.
  • A ilusão da completude! Estratégias:
    – Fechamento ensaístico;
    – Construção de sentido.
  • Fim de apuração: contornando o irresponsável.

Checagem:

  • A história como um todo está fazendo sentido? Leitura para coerência (uma leitura/visão de fora). Lembrando que isso ainda não é checagem, é um teste de estresse da história.
  • Checador profissional! Por isso é muito importante ter a apuração organizada, só assim é possível refazer o caminho e avaliar a confiabilidade daquelas fontes.
  • Especialista naquele assunto!

Sessão de conversa com Paula, Flora e Bia Guimarães:

  • Método da Bia Guimarães de fazer arquinhos narrativos p/ construir o grande arco narrativo: Bia geralmente escreve ações ex.:
    Edvan vai ao Panamá e acontece algo estranho numa festa;
    Edvan segue a vida, santo segue no background e um dia ele recebe um e-mail;
    Edvan se encontra com o pra de passar a história a limpo.

    Nesse primeiro arquinho, por ex.: ela sabe que tem que apresentar o Edvan, explicar o que ele estava fazendo no Panamá, que festa era essa e que coisa estranha aconteceu.

    Fazer esses arquivinhos, mas sem nunca se esquecer de qual é o objetivo final da história, o que eu quero descobrir com ela e pra onde eu quero levar o ouvinte!
  • Eu explicar isso aqui ajuda (ou é necessário) p/ a história que eu to contando ir p/ a frente? Ou é só uma informação a mais?
  • Tudo que sobra em um roteiro atrasa a gente a apreciar o sabor da história.
  • Um exercício: cortar coisas do roteiro e ver se ainda funciona (“um roteiro só fica bom quando você corta alguma coisa que você ama”).
  • Flora acha que muito do que ajuda a determinar a duração de uma história é o fôlego narrativo dela, é o fato de ela ainda estar prendendo a atenção do ouvinte. Se não tem dinamismo narrativo p/ prender a atenção de uma pessoa por 40 min., ela não tem que ter 40 min.
  • A checagem (é a verificação final), é feita por uma pessoa totalmente de fora que está pegando esse roteiro pela primeira vez! Mas é óbvio que desde a apuração da pauta a pessoa que está escrevendo a história tá fazendo a rechecagem a toda hora!
  • “Modelo 37” da Bia e Sarah: quando a pessoa que apura não narra a história; elas entrevistam o repórter, ao invés de colocar o repórter p/ roteirizar.
  • Dica da Bia: começar a praticar com histórias simples, de um personagem só, em que alguém quer alguma coisa, mas tem um porém ali e algo acontece no final!