y2k do Pará

o álbum do dia 12 foi o “TecnoShow”, também da Gaby Amarantos, afinal, fiquei tão obcecada pela diva que não pude deixar de tomar ciência que a bicha ganhou um Grammy Latino com ele, né, hehe. e, assim, quando ouvi em um primeiro momento, confesso que não gostei muito, achei karaokê demais – melodias de músicas gringas, com letras em português -, sei lá, não estou acostumada. mas ouvi algumas músicas dele de novo hoje, no som mesmo, alto, e achei divertido. a capa é maravilhosa, né, bem estética anos 2000 + o maximalismo paraense com essa roupitcha, o cd aparecendo na capinha transparente – me lembrou o cd da Rouge, que a capinha de acrílico tinha glitter nele todinho.

obs.: amei esse clipe (não é desse álbum, mas apareceu aqui)!

égua, mana!

gente, o álbum do dia de ontem, só consegui parar para postar agora porque queria me aprofundar um pouco mais, pesquisar a capa, assistir o filme que foi lançado com ele, porque, assim, é uma obra de arte, viu? nó!!! o álbum escolhido foi “Rock Doido” de Gaby Amarantos.

que delícia de música de ouvir alto (e olha que não sou de ouvir música alta)! as minhas favoritas, pelo jeito, foram as favoritas da maior parte da população (será que tem alguma explicação científica para isso? para algumas músicas serem mais “gostáveis” que as outras?): “Te Amo Fudido” e “Foguinho”. ah, gostei também até da quase-sertaneja (na real, não, tecnobrega é tecnobrega, é essa misturada mesmo – eu acho, né, não sou grande entendedora): “Não Vou Chorar”.

“mas que eu posso fazer se é tu que eu amo seu fudido!!!!!!!!!” – aquelas músicas que você canta como se vivesse aquilo, como se tivesse um fudido na sua vida kkkk

e essa capa hipnotizante? antes de saber que tinha o filme, fiquei super curiosa com a capa. depois descobri que as pessoas que lá aparecem são as pessoas que participaram do filme “Rock Doido”. filme esse que não tem como descrever, só vendo. veja! divertido e emocionante. lindo demais! me deu até vontade de ir em uma festa de aparelhagem no Belém do Pará, deve ser uma experiência sensorial, estética, transcendental e tanto, haha.

e não pude deixar de notar nos looks da diva no filme, nos looks de geral do filme, na real. coisa mais linda de se ver! um bálsamo para os olhos que tanto vêem clean girls na internet! uma coisa autêntica, colorida, vibrante, cheia de vida e história! Gaby Amarantos sempre foi babadeira, né?

detalhe: camisa com artistas paraenses estampados.

ai, foi muito difícil selecionar as fotos que iriam ilustrar essa postagem, viu.

e sobre o figurino do filme “Rock Doido”:

“Para além da música, o filme também é sobre moda. O styling de Bruno Pimentel reuniu estilistas e estudantes da Universidade da Amazônia (Unama), numa força-tarefa que transformou o set em passarela. O objetivo: mostrar uma Amazônia fashion, colorida, vanguardista – distante do estereótipo da floresta apenas folclórica.” (trecho dessa matéria).

essas festas de aparelhagens devem ser uma doideira mesmo:

“Do figurino com garra de tigre e “short beracu” à capa usada no momento do benzimento, o filme traduz a fusão entre festa popular e religiosidade. O final reproduz um gesto comum das aparelhagens: encerrar a balada com um hino ou louvor, unindo devoção e pista.” (outro trecho da mesma matéria citada).

estou gabyamarantizada:

virei rockdoider:

escolhendo o disco pela capa

o álbum de hoje, confesso, escolhi pela capa. fui ver os álbuns da rainha das sapatão, Cássia Eller, e objetifiquei ela sim: escolhi a capa em que achei ela mais sexy. nossa, se uma mulher dessa batesse na minha porta…

julguei o livro disco pela capa e me ferrei: achei fraco – quase ruim. e olha que amo a diva, já escutei incontáveis vezes no trajeto Ribeirão Preto > São Paulo, no carro com a minha mama.

foi o álbum “Cássia Eller”, de 1990.

nato sofredor

hoje ouvi um álbum do Tim Maia, de mesmo nome, de 1972. não fiquei obcecada como fiquei pelo do Bowie ontem, hehe. achei bom, mas nada fora da curva, e tenho uma coisa a dizer: o homi sofreu por amor, viu, nu! esse sofreu!

um álbum por dia?

antes da pandemia, eu ouvia música todos os dias. na caixinha de som, nos fones de ouvido, pra cozinhar, faxinar, no ônibus, em casa… a música sempre foi muito presente na minha criação: minha mãe sempre ouviu muita música, de Beatles à Rio Maracatu, em alto e bom som (literalmente, ela sempre teve boas caixas de som – nos últimos dez anos (?), um sistema de som que pega a sala, copa, escritório, que tem como ajustar os graves e etc, nem entendo direito e sempre tenho que pedir a ajuda dela quando vou mexer, hehe).

e eu agradeço minha mãe toda vez que penso nisso: nas referências musicais (e culturais e estéticas) que ela me proporcionou! se eu não fosse filha de Sumi, eu não seria metade do que sou!

mas voltemos ao assunto: da minha infância, até a chegada da pandemia eu conseguia, com muita facilidade/naturalidade, parar para ouvir música. hoje não. e tenho quase certeza que isso tem a ver com o advento dos podcasts, com esse vício em estar sempre consumindo um conteúdo. porque se dispor a ouvir música para mim, hoje em dia, é se dispor a ficar um tempo sem consumir um conteúdo, sem distrair a cabeça com informações, é se dispor a entrar quase que em um estado de meditação – e convenhamos: na era do conteúdo, da informação, dos estímulos, isso é muito difícil (quase tão difícil quanto viver o ócio – esse assunto fica para uma próxima postagem).

porém, eu estou querendo tanto voltar a ouvir música, voltar a ter a música como parte do meu dia-a-dia. todas as vezes que o Diogo coloca música no som de casa, algum álbum do Itamar, liga na Rádio UFMG, ou algum álbum que eu não conheço no Spotify, eu lembro o quanto ouvir música é bom, o quanto cantar é gostoso, o quanto me faz bem. mas reincorporar isso à minha rotina, não tem sido fácil… e pensando nisso que eu tive a ideia de tentar ouvir um álbum, desconhecido ou não, por dia, ouvir o álbum inteirinho em sua ordem original. vai ser bom! vai ser legal!

e o primeiro álbum do projeto foi o até então desconhecido “Hunky Dory”, do David Bowie, artista tão popular, mas que nunca parei para ouvir muito. e, nossa, fiquei apaixonada, álbum bom demais!!! umas duas músicas eu já tinha ouvido por aí, mas o resto não e amei!

não tinha em meu “imaginário musical” que David Bowie teria umas musiquinhas mais tranquilas, algo mais pro folk. na real, sei lá que que eu pensava quando lembrava do Bowie, só me vinha ele com aquele raio na testa kkk, nenhuma música em especial… mas to amando, viu, já to ouvindo o álbum pela terceira vez, hehe.

dança da motinha

to há um tempo (ora mais, ora menos) numa pira de conseguir me locomover melhor pela cidade. explico: não tenho carro (nem dirijo, hehe), tenho odiado pegar ônibus (todos os que atendem meu bairro, atendem ele e mais 4872183 no entorno, então, para chegar no centro, por ex., é um parto – sendo que nem é tão longe) e não tenho dinheiro para ficar pegando uber para todo e qualquer lugar que eu vou. aí acabo passando raiva e me limitando, porque, sei lá, às vezes dá vontade de ir em algum lugar, de bobeira, sem ter algum compromisso, mas aí já penso “ai, vou gastar esse dinheiro para chegar lá e nem saber se vou ficar? não, não vale” e aí eu fico em casa, quando podia estar na rua, curtindo a cidade, vivendo a vida, fazendo coisas. difícil, viu… queria muito poder ir para qualquer lugar, a qualquer momento, gastando pouco.

foi aí que descobri as tais “motinhas elétricas do tiktok” (o tal do autopropelido) e fiquei encantada: “nossa, é esse valor (elas são meio caras), mas depois de conta de luz é 30 reais por mês, e você vai pra todo qualquer lugar, a hora que quiser, te dá uma autonomia danada? eu queeeero!”. fiquei obcecada, mas como não sou boba nem nada, fui pesquisar mais a fundo e descobri que as bichinhas são ruins de bateria, logo a bateria vicia e a autonomia da motinha despenca, ela fica fraca, enfim, não é aquela maravilha que eu pensei. fiquei inconformada e comecei a pensar em uma alternativa: bicicleta elétrica mesmo, que parece que a bateria dura melhor, pelo fato de você também pedalar, sei lá, não entendi direito, e logo levantei contras: primeiro que eu não queria ter que pedalar at all, fazer esforço, suar, nemmm, segundo que as que eu vi são de cano alto, então, como eu iria andar por aí com os meus lookinhos (sem ficar nua ou toda desbeiçada ao final)? aaai, eu só queria sentar numa lambretinha, colocar os pés naquele meiozinho, bem garouta, e sair pela cidade, sabe? poxa vida.

aí agora, além de estar em busca da bicicleta elétrica perfeita (confortável, bem lambretinha mesmo) estou ponderando duas coisas: primeiro: será que o dinheiro que eu gastaria para comprá-la, durante os anos que eu a usaria, seriam reembolsados? e a segunda é: será que eu encararia, toda vez que fosse sair, de manhã cedo ou tarde da noite, montar numa bicicleta, lambretinha, sei lá, ficar toda exposta, ao sol, ao vento, e não acabaria cedendo ao uber? ééé…. pensando….

ainnn, na verdade na verdade mesmo, eu queria era uma dessa, com um banquinho estofado bem confortávelzinho, um bagageiro bem espaçoso para guardar um sapatos (?), e até com três rodas, para eu não tombar nunca e ficar tal qual uma patricinha passeando por aí….

série de adolescente para adultos

apesar do título da postagem, a série “Too Much”, que assisti essa semana, não é tão para adolescentes assim. na verdade, ela é uma série de adultos millenials para adultos millenials. acompanha a vida de Jessica em seus 30 e tantos anos, logo após terminar com o namorado e se mudar para Londres. quando a série começou e eu vi o Will Sharpe fazendo o papel de músico indie britânico, logo pensei: “mona, ele tá meio velho pra fazer papel de um cara de 20 e poucos anos, né?”. claramente não tinha entendido que ele não interpretava alguém nos 20’s, mas alguém nos 30’s, quase 40’s. isso deu uma aquecidinha no meu coração..! porque, assim, eu tenho 30 anos e eu me sinto muito mais pŕoxima da Jess (com caos e dilemas existênciais) do que da minha referência de 30 anos, quando eu tinha 10 – ou seja: adulta, vida feita e tranquilidade, sei lá que que eu idealizava.
ai, foi tudo! *preguiça de elaborar*

ao longo dos 10 capítulos fiquei obcecada pela atriz que interpreta a Jess, Megan Stalter: que mulher sexy!!!, e comecei a achar o Will Sharpe, que interpreta o Felix, gatinho. quando terminei, descobri que é uma série bem autobiográfica, então, dei uma bela de uma stalkeada na vida da criadora, Lena Dunhan, e como sou romântica, amei ver que a história de amor dela com seu boy, Luis, é demais mesmo, com uma sincronicidade de outro planeta.

por fim, como a vida no tempo das internês é cheia dos hyperlinks, descobri que o suposto ex cuzão dela, hoje em dia, é casado com Margaret Qualley (a versão jovem da Demi Moore em “A Substância”) e que assim como eles foram homenageados pela Lana Del Rey em uma música, ele e a Lena também foram, no passado, por Taylor Swift. ouço Lana Del Rey? não. Taylor Swift? também não!, mas achei babado!!!

a série te arranca boas risadas, tem uma trilha sonora delicinha e é um tempo de qualidade nas telas, hehe, recomendo!

escassez?

nunca me imaginei procurando por dias a fio um ecossistema tão completo quanto o Google, mas open-source, com foco em privacidade e tudo aquilo, e… não achar!!! quer dizer, achei o NextCloud (hospedado pelo Storage Share da Hetzner) que comentei há um tempo, mas testei por umas semanas e achei ele instável demais, faltando umas funções básicas, como conseguir pré-visualizar a foto (em seu ícone) no drive (gente???), meio bugado.

não existe um ecossistema estável e confiável que abarque: e-mail + (sincronização de) contatos (com Android) + calendário com aplicativo para celular + drive com cliente para desktop e celular (sincronização de fotos, inclusive) + gerenciador de senhas + aplicativo de notas + aplicativo Kanban (acho que esse nem o Google, tem, mas ok). por isso que a Google domina, tá explicado…

simplesmente não existe!!!, então eu tive que me contentar em sanar algumas dessas funções com o ecossistema Proton (que é bem pobrinho e falta umas coisas básicas, mas parece ser estável – e seguro, né, afinal é do que ele mais se gabam), e outras, de maneira meio capenga, com o Standard Notes. é o que tá tendo pra hoje, né…

ela produz as coisas dela

é, monas, quando digo que sou produtora por natureza é porque sou mesmo. uma belíssima ilustração disso foi quando produzi a minha festa de 12 anos (haha, é engraçado e parece mentira também, mas não é, talvez eu tenha uma fotografia de prova – mas a tabelinha no Excel, provavelmente, já foi parar no buraco negro dos arquivos digitais). quando eu tinha 11 anos, estava na moda festa com DJ, fui pedir à minha mãe e ela me disse que só toparia se eu viesse com três orçamentos de cada coisa da festa. lá foi eu pesquisar na lista telefônica (sim, as páginas amarelas era o melhor meio de encontrar fornecedores naquela época) salgadinhos, refrigerantes, DJ’s (eu já tinha algumas indicações de algumas amiguinhas) e lojas que vendiam pulseirinha de neon (era outra coisa que tava na moda e eu queria demaaais), haha. e não é que eu fiz a tabelinha com os preços de tudo, em três orçamentos, para minha mãe? ganhei a festa! só não falo isso nas entrevistas para produtora que faço, pois depois a menina no RH vai contar a minha história no twitter e falar que é fic.

ou seja, organização e comunicação sempre foram meus fortes. sempre fui a pessoa que ligava para pedir pizza, quando ainda não tinha iFood e meus amigos já detestavam falar ao telefone – isso parece bobagem, mas não é: a pessoa não dar conta de ligar para um estabelecimento para pedir uma pizza já é um indicativo, né? rs. mas pensando na vida profissional (desde os tempos de estágio) como um toodo: sempre fui a pessoa que corre atrás, liga, vai pessoalmente, insiste e dá um jeito.

ah, uma coisa que sempre costumo falar nas entrevistas (e que é a mais pura verdade) é que geralmente as pessoas se descobrem artistas, né, mas que na minha graduação em Artes Visuais eu me descobri não-artista. entendi que o meu lance era produção, o planejar, comunicar, realizar.

olhem só a estrutura que a mini querida providenciou:

além de pulseirinhas de neon, tínhamos também colares com estrela que pisca!

produtora nata, né, moresss?

obs.: sei que a pixelização ficou meio esquisita, tipo Linha Direta, mas proteger as entón crianças da época e me proteger também de processinho, né, vai saber?

ser adulto é uma merda

título autoexplicativo: ser adulto é uma merda. saudades ir à escola e num piscar de olhos estar dormindo na casa de uma nova amiguinha. esse negócio de home office, emprego tóxico, subemprego, desemprego é muito difícil. onde faz amizade quando se é adulta-sem-redes-sociais? não que eu seja muito fácil de manter contato virtual, né – na verdade, sou péssima, mas sempre fui boa no tête-à-tête (que loucura, sempre falei “téti-a-téti”). após alguns anos sem Instagram, acho que vou voltar. eu era boa naquilo, adorava rolar o meu pŕoprio feed, apreciar minha seleção de fotos (nada aesthetic) e ler as minhas legendas, kkk. hoje em dia é cafona postar foto no feed, né? que cafona isso ser cafona, Instagram é (era) pra isso…

mas será mesmo que o Instagram vai me ajudar nesse quesito sociabilidade? ou só parece que ajuda? será que vou ficar ansiosa achando que a vida de todo mundo é melhor que a minha?

ao fim da internet!!!!!