“ahhh, odeio ter muitas opções” – eu, frequentemente, em lojas de roupa, supermercados, buscando celulares na internet, em locais/situações de consumo.
e isso tem se aplicado também à minha organização (que é majoritariamente digital): é preciso ter conta no Google (e-mail, drive, navegador, YouTube Premium, YouTube Music, etc), é preciso ter conta na Microsoft (drive, Microsoft Teams, Office, etc), conta do iCloud (sincronização das coisas do iPhone). ahhh, sem contar na pulga que a gente arruma para se coçar quando decide personalizar todo o nosso Notion – a configuração/template do meu eu já ajustei no primeiro mês de uso (há uns cinco anos), mas sempre dá vontade de fazer uma coisinha nova, criar uma nova página para anotar coisas que, no frigir do ovos, só servem para me fazer gastar tempo tentando controlar e registrar tudo. tem dias da minha vida em que eu passo mais tempo me organizando/planejando/registrando do que fazendo coisas de fato. que agonia!
por isso, além de dar tchau às grandes empresas de tecnologia, vou tentar agrupar todas esses meus softwares de organização, sincronização e backup, em um ou dois ecossistemas, de maneira gradual – mais um grande desafio, afinal, quando obceco por algo, é difícil me tirar dessa obsessão até que eu me sinta satisfeita, rs.
com tantas ferramentas à disposição, é fácil perder o foco e ficar organizando, catalogando, elaborando dinâmicas de produtividade ao invés de simplesmente produzir e viver – cliché ending ✨
obs.: tem um meme maravilhoso que nunca mais vou achar na vida que é uma ilustração de uma mulher com um cabelão enorme, meio fada, em um cenário meio gótico, não me lembro ao certo, e tem um textinho, em cima da imagem, em inglês, falando que o sonho secreto dela é perder acesso a todas as contas, perder todos os arquivos de nuvens e de hd’s. ao mesmo tempo que tenho pavor disso, às vezes desejo secretamente. depois de superado o apego, deve dar uma leveza – não sou se sou espiritualmente evoluída para isso…
obs.: perguntei aqui pro ChatGPT (hihi, da OpenAI, mais uma dessas empresas filhas da puta, rs – a mudança é gradual, né, e não precisa ser tão radical a ponto de me isolar do mundo) se esse meu projeto de migração faz sentido. ele me respondeu que faz sim, que estou reconstruindo minha vida digital com consciência, autonomia e foco em liberdade e privacidade. resumindo o resto: “Com esse seu projeto, o que você está fazendo é criar um sistema que está realmente sob o seu controle — sem depender de plataformas que podem mudar do nada ou simplesmente sumir. É claro que tem desafios: a curva de aprendizado é um pouco maior, e as integrações não são tão automáticas quanto nos serviços mais populares. Mas em troca, você ganha domínio técnico, mais privacidade, e deixa de ser refém das big techs. E se algum dia quiser voltar atrás, não tem problema: você está fazendo tudo de forma gradual, com contas de fallback, e sempre com escolhas intencionais. O objetivo não é ser 100% privado, a qualquer custo, e sim ter consciência e liberdade nas suas decisões tecnológicas. Isso é poder digital de verdade.” divei!
obs.: perguntei, também: “ah, lembrando que eu tenho um website pessoal, poderia transferir alguma das funções que elenquei de todas essas contas pra lá? ou não tem nada a ver?”, ele me respondeu “Sim, seu site pessoal pode assumir várias funções do seu sistema digital. Ele pode servir tanto como um espaço público de organização e publicação, quanto como painel privado e centralizador, com acesso remoto e até automações — depende do que você quer centralizar.”. Agora é só estudar como…