fui procurar no Reddit por qual livro começar a ler Deleuze (e Guattari) e me deparei com essa pérola:

assino embaixo, viu! pra começar a ler Deleuze e Guattari, tem que começar a ler Deleuze e Guattari. que mané ficar lendo um monte de outros filósofos pra só depois começar a lê-los. e isso vale pra muitas outras coisas na vida, principalmente pra mim (tenho um perfeccionismo, um linearismo que muitas vezes só me empaca…). um cu

noções de desejo pinçadas de comentários em uma rede social

postei, agora mesmo, um corte da Marilena Chauí explicando a etimologia da palavra “desejo”. foi bonito, até poético, mas reforçou uma noção que eu já tinha e, na realidade, não queria ter. não quero entender o desejo como falta. sei que isso super vem da psicanálise (e que eu já fui (?) “crentezona de análise”). mas não é nisso que quero acreditar, não quero que essa seja a minha ideia de desejo. então, fui dar uma olhada nos comentários e me deu um alívio: contra Freud e Lacan há Deleuze e Guattari. Ufa!

vou procurar alguma coisa dessa temática pra ler…

baby girl ou dona onça?

dia desses tava trabalhando com um projeto da Paige na firma. era o de lançamento do primeiro álbum, como não tinha escutado, óbvio que parei para ouvir. achei ok. lembrei (só pelo fato de elas serem conterrâneas mesmo, nenhuma similaridade) de um álbum da Mac Julia que amo, o “Sextape: Love Me Two Times”, ouvi depois de aaanos. aí parei para escutar o mais recente “Baile da Dona Onça” e gostei demais.

att.: okkk o carai, ouvi mais umas vezes e o álbum é bom demaaaaisss: to viciada. as músicas que mais to ouvindo são “Fiel à Cachorrada” e “Empurra”. dona onça com a absoluta certeza!!!!!!!

culito é cu em espanhol?

ayyy maaamiii

hoje voltei assim: bem latina mami (sei que nós, brasileiras, somos latinas, mas em espanhol me soa tão mais latino, rsrs), porque ouvi o álbum BAÑO MARÍA do CA7RIEL & Paco Amoroso e adoooreeeiii. bom demais!!! quer dizer, sei lá se é um álbum bommm, com uma qualidade musical (?), instrumental (?), lírica (?), mas dá um negócinho e é meio chiclete, então é bom. as minhas favoritas foram: “MI DIOSA”, “AGUA” e “EL ÚNICO”.

ah, o nome da postagem é porque a palavra que mais ouvi nas músicas foi “culito”, numa delas bem assim: “quiero comer tu culito” e fiquei imaginando uma música em português que falasse “quero comer seu cuzinho”. explicit, né, mona??? será que tem uns funk putaria que fala isso e eu nem sei?

melhor não:

  1. cocaína
  2. criar confusão em ambiente de trabalho
  3. ficar de piriri no escritório

última atualização: 17/10/2025

a temática dessa lista não foi criada por mim. o primeiro item de quem criou era “cocaína”, portanto o mantenho para fazer jus à autora, uma coisa de direitos autorais/propriedade intelectual, sei lá, kkk. o nome da lista já diz tudo “melhor não”… mas se rolar, né? acontece… ¯\_(ツ)_/¯

hiperlinnnques

  1. nasci em 1995, tive acesso à internet bastante cedo – era conexão discada, mas era, rs. tive conta no Bate-Papo da UOL, MSN, Flogão, Orkut, Fotolog, Facebook, Blogspot, Twitter e alguns outros que posso ter deixado pelo caminho. e acho que pelo fato de ter vivido essa internet criativa, diversa, feita por gente, me sinto devastada com o que vem acontecendo: poucas grandes corporações que dominam o meio, algoritmos que engajam violência, inteligência artificial sendo usada por jovens, em idade de formação, sem a menor instrução, as fake news, as deepfakes, o uso das redes pela extrema-direita para fins anti-democráticos. a internet na mão dos fascistas. por isso, talvez como um antídoto, venho pesquisando sobre alternativas e me reencantando pela internet “de antigamente”, feita por pessoas, para pessoas (e não compradores em potencial). ela ainda existe! e o nome desse post faz, também, uma homenagem a isso, afinal, você entra em um site/blog, lá encontra um link para outro site/blog, e quando você viu, já se foram horas consumindo conteúdos, de fato, interessantes, bem elaborados – a qualidade do que se vê em comparação às redes sociais é muito superior. dá até um certo alívio (e um pouco de ansiedade, confesso, pois o desejo de saber cada vez mais sobre esse mundo só é alimentado a cada aba aberta – e é aba pra caramba!). o lugar onde mais encontro essas referências, sem dúvidas, é o Manual do Usuário, do Ghedin. lá eu conheci o Tiny Awards, uma premiação que celebra “o melhor da web artesanal/autoral, criativa e poética”, uma série de outros sites/blogs de quem também está (ou permanece) nessa onda, e, hoje, o Baixa Cultura, que se denomina “um LABORATÓRIO (“espaço de pesquisa e experimentação”) ONLINE (“porque nossa casa é aqui, a internet”) que trabalha com documentação, pesquisa, formação e experimentação em CULTURA LIVRE (“é um modo de produzir cultura a favor do compartilhamento, em busca da autonomia e em prol do conhecimento livre”). uau!
    obs.: a criação desse site – desse mesmo, em que você se encontra – partiu disso, dessa pesquisa, desse desejo.
  2. há alguns anos, dizia que odiava estudar, que meu sonho era ter um trabalho mega operacional, que quando eu chegasse em casa eu pudesse não pensar em nada. nunca me considerei uma pessoa criativa, principalmente do primeiro tipo criativo que costuma vir à cabeça, a pessoa arts-and-crafts-desenha-muito-borda-muito-é-artista-mesmo. e é claro que esse parágrafo é para contradizer tudo isso, né. uma pessoa que quando se propõe a fazer qualquer coisa – desde tomar um novo antidepressivo, colocar um dinheirinho no Tesouro Direto a até costurar um kimono ou escrever sobre o obsceno – sente a necessidade de estudar (por meio de fontes confiáveis, é claro – quando possível por meio de bibliografia acadêmica reconhecida) minimamente (ao menos), não me parece ser uma pessoa que odeia estudar. uma pessoa que começou a estudar programação de maneira autodidata, depois fez um curso de um ano que exigia (às vezes, mais de) oito horas de estudo diárias (e assim o fez – a ponto de sentir que estava liberando dopamina ao estudar e que sentia falta quando passava, sei lá, três dias sem essa prática), tampouco. eu não gostava de estudar aquele tanto de coisa que eu não tinha o desejo de estudar. e sobre a criatividade: é claro que eu sou criativa, ao escrever um bom texto, ao desenvolver ideias, ao, literalmente, criar coisas, estou sendo criativa. estou criando, ora bolas. e não faz nem um ano que me formei, que estou em um novo emprego, e já estou com uma saudade disso, de estudar e criar de maneira mais autônoma/livre. não tem jeito: preciso fazer algo que me estimule/cative intelectualmente/criativamente para conseguir viver – a vida aqui não pode ser só casa-trabalho-trabalho-casa.
  3. na minha época de pré-vestibular, tive o desejo de cursar Jornalismo, mas rapidamente fui convencida de que com uma graduação em Jornalismo “você vai saber de tudo e não saber de nada ao mesmo tempo” (!?!?) e desisti. foquei nos cursos de Midialogia ou Imagem e Som, não passei em nenhum dos dois cursos e o resto é história. cá estou eu, formada em Artes Visuais Licenciatura e trabalhando há um tempo com projetos culturais, artistas, gestão. gosto do que faço, sempre fui boa em lidar com organização, burocracias, gestão como um todo. gosto do que faço e (“e” não “mas”) tenho vontade de bancar o desejo de me enveredar para o Jornalismo – não como uma migração de carreira, mas como uma ramificação de carreira, “também”.
    obs.: lembro-me de, há alguns anos, ouvir alguns episódios do podcast “Retrato Narrado” e depois ouvir todos do “Praia dos Ossos” e, em ambas situações, pensar: “isso é jornalismo! isso é jornalismo de verdade!”. hoje, ouço com frequencia “Rádio Novelo Apresenta” e adoro quando elas/es falam um pouco dos bastidores do episódio, do processo de apuração, de pesquisa, quando falam, de alguma maneira, de jornalismo. então, não posso deixar de linkar a Radio Novello, né?
  4. dias pra trás comecei a procurar cursos e pós-graduações (lato sensu) em Jornalismo. fiz uma pesquisa, vasculhei os programas dos cursos e levei em conta, obviamente, os valores. ontem, me matriculei na pós-graduação “Jornalismo, Comunicação e a Nova Ordem Informacional” (Jornalismo Digital e Comunicação) de uma instituição particular paulista famosa. me matriculei com plena consciência de que é uma pós-graduação do mercado. explico: é um curso, com aulas assíncronas gravadas, avaliações e uma série de processos automatizados, feito para ser replicado e vendido à perder de vista – e vamos de linha de produção, de maximização do lucro. sim, é muito do que eu condeno, mas o cupom de 65% de desconto e nomes como Lucia Santaella (a diva (!) da semiótica, que eu conheci através de um texto da disciplina Arte e Tecnologia, no meu primeiro período das Artes Visuais, e fiquei obcecada) e, pasmem (descobri hoje mesmo), Leonardo Foletto (o criador do Baixa Cultura – que falei acima) no corpo docente me seduziram, confesso. e, parando para pensar, tudo caminha para esse modelo, né? seria difícil eu conseguir uma pós com a mesma temática, de maneira presencial ou híbrida (ou só com aulas ao vivo, que seja) que coubesse na minha rotina de trabalho, por um preço praticável.
    obs.: não terei os conceitos básicos e essenciais do Jornalismo (que uma graduação me proporcionaria) na pós, mas nada que a bibliografia extensa do Anna’s Archive (viva a distribuição do conhecimento!) e boas horas de estudo não me ajude – em partes, pois será somente a teoria, sem nenhum interlocutor, nenhum exercício prático, enfim, isso eu vejo mais pra frente.

deu para entender os hyperlinks???

pensar –

quando comecei a fazer análise (com uma psicanalista – a melhor que já tive na vida! – que seguia a linha Lacaniana), uns oito (:O) anos atrás, entendi que gostava de nomear as coisas, pois aquilo me dava a certeza de que eu já tinha refletido tanto sobre a questão, elaborado tanto, a ponto de conseguir dar um nome para aquela situação, aquele sentimento, para aquilo. e aquilo me confortava.

hoje? nossa, hoje me encontro em situação de barril por pensar demais, elaborar demais, nomear demais!!!!! é tanta cabeça cabeça cabeça, que eu esqueço que tenho corpo. racionalizo tudo, sinto muito pouco. às vezes, parece até que sou uma cabeça gigante ambulante, ou várias cabecinhas empilhadas formando um corpo.

e aí já sabe, né, quando o foco é a cabeça, o corpo fica pra trás. e corpo pra trás é saúde de menos, é corpo desvitalizado, fragilizado, deixando a cabeça mais doida ainda…
difícil demais, viu?

meu padrinho me indicou terapias que focam em integrar o corpo e a mente, da linha Neo-Reichiana (???), Bioenergética (???) e Morfoanálise (???), me recomendou, também, atividades físicas com regularidade, dança, ou seja, coisas que pensem mexam (com) o corpo. vou dar uma pesquisada e procurar indicações.

entre ontem e hoje, ouvi o novo álbum do Don L, “CARO Vapor II – qual a forma de pagamento?”. há alguns minutos, estava pensando que prefiro o “Roteiro para Aïnouz (Vol. 2)”, agora to pensando que devo ouvir ele mais vezes. música é isso também, né? familiarizar-se… – quando a música não é insuportável, é claro… quando você sente que ela tem potencial.

então, vamos ouvir mais algumas vezes, né!

ahhh, tinha me esquecido de um detalhe muuuito importante: nesse álbum tem uma música com participação da Anelis Assumpção!!! com uma música que começa com um trecho de uma das músicas que mais amo do Itamar “Tristeza Não”. só isso já é motivo mais que suficiente para dar mais algumas chances!!!

dei uma nova chance à banda HAIM e escutei o álbum recém-lançado delas, “I quit”, hoje. nossa, que albunzinho mais meia-bomba, talvez eu não goste da música delas mesmo…

nem vou colocar a capa do álbum, pois preguiça e acho que elas nem merecem, hehehe.

o álbum do dia foi “Deekapz FM”, do duo Deekapz. e confesso que nem sabia direito quem eram – vi na newsletter de indicações da Gama – e que na minha cabeça falava algo que soava como “dicapaz”.

gostei do álbum, principalmente das músicas “Nóis é o Trem” e “Ego”, e gostei de ser uma simulação de uma rádio sintonizada, com direito a som diretão e até anúncio de hora (“são cinco pra daqui a pouco”, hehehe).

ainda não entendi se eles fazem a melodia das músicas, o arranjo, o instrumental, as batidas, sei lá, hehe, mas vou pesquisar.